quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Sou um cisco, um sopro, um instante neste mundo sem porteira...
Sou minutos perdidos em sacos com grãos. Em nuvens. Em árvores descabeladas pelo vento...
Sou muitas palavras de uma vez. Sou silêncios que demoraram a chegar, mas graças a Deus apareceram.
Sou coisas caídas, quebradas, travadas, mijadas, esquecidas, perdidas e sonhadas.
Não sou coisas vendidas ou compradas.
Sou cadernos de obssessivos desenhos.
Sou a dor das coisas acostumadas, sou a perturbação causada pelas linhas do chão.
Sou o ritmo dos meus passos, sou os sons q consigo fazer dentro da minha cabeça e q só eu ouço e só eu sei como são.
Sou, até que enfim, personagem d algum desenho animado.
Sou noites em claro.
Sou as caras que faço.
Sou o saber das ilusões mundanas como tais, e às vezes sou o vazio, a ausência e - até que enfim! - o silêncio.
Sou observação e pensamentos frenéticos e obssessivos, que quando escapolem aos pedaços acabam assustando algumas pessoas.
Que bom que assusto algumas pessoas!
Sou quase uma bailarina-astronauta-cientista.
Sou de uma lógica lógica de verdade!
Sou amiga do Charles Chaplin.
E do Fred Mercury.
Sou uma fã de arte moderna e de rabiscos. Não sou fã de pseudo-arte.
Sou inventora de coisas impressionantes, como o teletransporte e a máquina do tempo.
Sou a verdadeira compositora das minhas músicas favoritas.
Sou gorda e de repente magra. Sou elegante, e sou desleixada. Ainda sinto terra, areia e massinha embaixo das unhas.
Sou saudades momentâneas e doídas, seguidas de pequenos equilíbrios e paz.
Sou poeira estelar.
Sou coração. Sou sentimento.
Sou só.
CREDITOS: Ana
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Rio de Janeiro no inverno
A brisa é fria mas o frio é eterno
Eu sigo a orla ao longo da Barra
A tarde avança mas ainda é clara
Não me é estranha essa sensação de caminhar a esmo
Seguir sem direção, só, comigo mesmo
Sem me importar em ir ou voltar
Sem ter que chegar a algum lugar
Andar, andar, até cansar
Não interessa o que aconteça
Eu não tenho pressa
Embora não pareça a vida não cessa
Eu sei, depois dessa ela prossegue ou só recomeça
Eu sinto o Sol
Eu sinto o seu calor ameno
Eu sigo só
Só, eu sigo, comigo mesmo
Eu sei que você pensa em mim e lembra de mim
Mas eu não sou assim como você vê
Como você pensa que eu possa ser
Você vê o meu corpo e pensa que sou eu
Ele não é eu ele não é meu
É só uma dádiva dada emprestada
Deus foi quem me deu por breve temporada
É só uma roupagem, densa embalagem
Que não me pertence
Aliás, nada me pertence nesse mundo
Tudo é transitório, tudo é ilusório
Ainda que se pense que o que se vê é pura realidade
Na verdade, o que se está a ver
Não é mais que um lapso
Distorcido da eternidade
O Sol se esvai
A noite cai tão sutilmente
Conforme o Sol se vai
Eu sinto a terra girar quase que imperceptivelmente
Assim a gente vai
Seguindo rumos tão diferentes
Caminhos desiguais
Mais e mais distantes, continuamente
Mais e mais distantes, definitivamente
A cidade é um corpo disforme
Que se espalha enorme sobre a crosta terrena
Uma intrigante cena ela desperta e dorme
E deixa alguns espasmos
Ou então se consome em todo o seu marasmo
Um mundo formigante, milhões de habitantes
Todos tão imersos em seus universos
Presos aos grilhões do não saber
Das limitações de todo ser vivente dessa dimensão
Almas presas aos corpos
Sob espesso véu de ilusão
Até que estes estejam mortos
Deixarão então essa condição
E verão que corpo é só casual
Composição genética, constituição carnal
Eu poderia nascer indiano, sino africano, viver muitos anos
Pra depois morrer e voltar a nascer
Como alemão ou americano
Porque então tanta animosidade
Se alma não tem nacionalidade
Alma não tem cor, alma não tem sexo
Esse papo de alma gêmea não tem nexo
Eu vejo o céu,
Atrás do véu de ilusão
Um doce lar,
Além do mar da imensidão.
Artista Desconhecido
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Cinny
Eu não sei na verdade quem eu sou.
Já tentei cαlculαr o meu vαlor,
sempre encontro sorrisos
e o meu paraíso é onde estou.
Por que eu sou desse jeito?
Não tento agradar. Não temo tentar, errar e me arrepender.
A vida é uma bolha: Enche o saco, estoura.
Sou aquela que destoa, que faz versos à toa.
Que gosta da noite.
Escrevo por prazer, ainda.
Que com um travo amargo não temo desagradar.
Tanto faz, me criticar ou elogiar.
Minha paciência nunca anda por um fio…
Entrega é loucura, a gente cai num imenso vazio.
Sou metade amor, doçura; metade revolta, amargura.
Sou sentimentos confusos: Canto, silêncio, clausura.
Sorrisos e lágrimas, tempestade e calma.
Sou eu morando com minha rebelde alma.
Quem sou eu? - mulher, um anjo ou um vendaval?
Eu sou única!
Eu sou eu e ponto final.
Assinar:
Comentários (Atom)



