quarta-feira, 9 de setembro de 2009


Sou um cisco, um sopro, um instante neste mundo sem porteira...
Sou minutos perdidos em sacos com grãos. Em nuvens. Em árvores descabeladas pelo vento...
Sou muitas palavras de uma vez. Sou silêncios que demoraram a chegar, mas graças a Deus apareceram.
Sou coisas caídas, quebradas, travadas, mijadas, esquecidas, perdidas e sonhadas.
Não sou coisas vendidas ou compradas.
Sou cadernos de obssessivos desenhos.
Sou a dor das coisas acostumadas, sou a perturbação causada pelas linhas do chão.
Sou o ritmo dos meus passos, sou os sons q consigo fazer dentro da minha cabeça e q só eu ouço e só eu sei como são.
Sou, até que enfim, personagem d algum desenho animado.
Sou noites em claro.
Sou as caras que faço.
Sou o saber das ilusões mundanas como tais, e às vezes sou o vazio, a ausência e - até que enfim! - o silêncio.
Sou observação e pensamentos frenéticos e obssessivos, que quando escapolem aos pedaços acabam assustando algumas pessoas.
Que bom que assusto algumas pessoas!
Sou quase uma bailarina-astronauta-cientista.
Sou de uma lógica lógica de verdade!
Sou amiga do Charles Chaplin.
E do Fred Mercury.
Sou uma fã de arte moderna e de rabiscos. Não sou fã de pseudo-arte.
Sou inventora de coisas impressionantes, como o teletransporte e a máquina do tempo.
Sou a verdadeira compositora das minhas músicas favoritas.
Sou gorda e de repente magra. Sou elegante, e sou desleixada. Ainda sinto terra, areia e massinha embaixo das unhas.
Sou saudades momentâneas e doídas, seguidas de pequenos equilíbrios e paz.
Sou poeira estelar.
Sou coração. Sou sentimento.
Sou só.

CREDITOS: Ana

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